segunda-feira, 14 de junho de 2010

BOEING 747-8 INTERCONTINENTAL

A Boeing começou a montagem da fuselagem do primeiro Boeing 747-8i (Intercontinental) de passageiros. (Foto: Boeing)

A Boeing começou a montagem da fuselagem do primeiro 747-8i (Intercontinental) na fábrica em Everett, Washignton. Mecânicos encaixaram os painéis de 9,6m de comprimento da seção frontal da nova aeronave na ferramenta de montagem.

Os paineis são parte da seção 41, a área da fuselagem onde fica lozalizado a cabine de comando, no andar superior, e a parte dianteira da cabine de passageiros do andar principal, uma área que a maioria das companhias aéreas configuram como sendo da primeira classe.

A Boeing possui 109 pedidos para o 747-8 – 33 para o modelo 747-8 Intercontinental e 76 para a versão 747-8F de carga. O primeiro 747-8 Intercontinental está previsto para ser entregue no final de 2011. A versão de carga 747-8F já está em fase de testes de voo e deve ser entregue ao primeiro cliente no final desse ano.

http://cavok.com.br/blog/?p=12962

Show Aéreo na Alemanha: ILA 2010

Show Aéreo na Alemanha: ILA 2010PDFImprimirE-mail
Escrito por André M. Mileski

Tradicional evento garante novidades e traz possibilidades de grandes negócios

Entre os dias 8 e 13 de junho, sob um intenso sol, aconteceu em Berlim, na Alemanha, a 2010 ILA Berlin Air Show, considerado o mais antigo salão aéreo do mundo, com mais de 100 anos. Embora bastante tradicional, a ILA é uma feira mais regional, focada especialmente no mercado europeu, beneficiando-se bastante do apoio do governo e indústrias alemãs. Tradicionalmente, nos anos ímpares o grupo EADS dá grande destaque para o salão aeroespacial de Le Bourget, em Paris, enquanto que nos anos pares algo equivalente acaba acontecendo em Berlim, em razão das suas duas principais "casas", França e Alemanha. O grande chamariz para a edição da feira berlinense deste ano talvez tenha sido até maior por conta da proximidade com o aniversário de dez anos da EADS, a ser celebrado em julho.

Aproximadamente 1.100 expositores de 40 países estiveram representados no show, que recebeu algo em torno de 200 mil visitantes ao longo de seis dias. Apesar de regional, a ILA 2010 teve notícias significativas, em especial quanto a vendas de aeronaves comerciais pela Airbus. Foram ao todo US$ 15,3 bilhões em novos contratos, incluindo um recorde, de 32 aviões A380 pela companhia Emirates, estimado em US$ 11,5 bilhões, de acordo com o preço de tabela.

Na área de defesa e segurança, houve também novidades, como a assinatura de um acordo industrial entre a EADS D&S e o grupo suíço RUAG, prevendo a participação desta no projeto do caça Eurofighter, em mais um capítulo do "FX suíço", concorrência para a substituição dos veteranos caças F-5 Tiger. O documento estipula a participação da RUAG em projetos de engenharia, fabricação de estruturas e manutenção do caça Eurofighter na Suíça, caso seja escolhido, e também para outros países, atividades estimadas em cerca de US$ 1 bilhão. Prevê ainda mais atividades industriais na linha comercial da Airbus, A400M, e em veículos aéreos não tripulados, como o Barracuda.

Inovações


A Innovation Works, empresa do grupo EADS responsável por projetos de inovação, apresentou pela primeira vez um conceito eco-eficiente de propulsão híbrida. O sistema é baseado numa propulsão diesel-elétrica para helicópteros, ajudando a reduzir o consumo e emissão de gases de carbono em até 50%. Tanto a decolagem como a aterrissagem podem ser feitos utilizando-se apenas a força gerada pela propulsão elétrica, desse modo reduzindo os níveis de barulho e aumentando a segurança de voo.

Outra iniciativa ligada aos aspectos de meio ambiente e desenvolvimento sustentável foi a apresentação e a realização de voos diários de uma aeronave Diamond DA42 com biocombustível feito a partir de algas. Segundo estimativas da EADS, o biocombustível, fabricado pela companhia argentina Biocombustibles del Chubut, contém apenas um oitavo dos hidrocarbonetos existentes no querosene derivado do petróleo e libera cerca de 40% menos óxido de nitrogênio e 98% de dióxido de enxofre do que o combustível convencional de aviação. O objetivo deste projeto é produzir em massa, com custos aceitáveis, um biocombustível usando quantidades industriais de dióxido de carbono. Segundo estimativas, a quantidade de CO2 liberado pelo biocombustível de alga é equivalente à absorvida por essas durante sua fase de crescimento, havendo, portanto, potencial para a realização de voos neutros de carbono.

Sobre o Brasil

Não houve expositores brasileiros na feira alemã, apesar do País ter sido notícia. A maior companhia aérea brasileira, a TAM, anunciou junto com a fabricante Airbus a encomenda de 20 novos A320 e cinco A350, negócio em torno de US$ 2,9 bilhões. Com esta encomenda, o total de aeronaves já compradas pela TAM junto à Airbus chega a 176 aeronaves, sendo que em carteira estão 27 unidades do A350, para voos de longa duração. Isso, aliás, segundo Tom Enders, torna a companhia a maior cliente da Airbus no hemisfério sul.

Questionados sobre um possível interesse da TAM pelo maior avião comercial do mundo, o A380, seu diretor-presidente, Líbano Barroso, afirmou: "de acordo com nossas previsões de crescimento, nós não esperamos precisar do A380 até 2020." "Há também um problema de infraestrutura a ser resolvido no Brasil", disse outra executiva da empresa brasileira presente ao show, Maria Claudia Amaro, referindo-se aos congestionados aeroportos brasileiros.

O Brasil foi também notícia na entrevista dada por Louis Gallois, diretor-presidente da EADS. Ao ser questionado sobre o mercado, Gallois destacou que o Brasil é uma das prioridades do grupo, apontando o projeto de produção do EC-725 pela Helibras, a operação de aviões comerciais pela TAM, a parceria da EADS D&S com o grupo Odebrecht e o setor espacial, tanto em termos de lançadores como em satélites, como exemplos de negócios e interesses. De fato, T&D soube que a carteira de encomendas envolvendo clientes brasileiros (comerciais, militares e governamentais) já beira a casa de uma dezena de bilhão de euros, respondendo o País por mais de 50% de toda a carteira de pedidos na América Latina, o que evidentemente o coloca numa posição de destaque.

Gallois também revelou o interesse da EADS em trabalhar com a Embraer, apesar de não ter dado mais detalhes. Afirmou que seu grupo "tem um grande respeito pela Embraer", e que "quer muito encontrar meios de parcerias". De sua declaração e de outros elementos colhidos durante da ILA, tudo indica que a EADS estaria mantendo conversas preliminares com a companhia brasileira envolvendo algum projeto, não se sabe se da área comercial ou militar. Rumores sobre um possível interesse da Airbus Military no cargueiro militar KC-390, da Força Aérea Brasileira (FAB), também circularam durante a feira alemã e a imprensa internacional apontou um sucessor para o avião comercial A320 como um dos possíveis projetos comuns entre as duas companhias.

Lutz Bertling, da Eurocopter, em conversa com repórteres brasileiros, falou do programa do EC-725 com a primeira entrega prevista para o final deste ano e também do mercado potencial para os helicópteros EC-135 e EC-145 nas forças policiais brasileiras. Questionado por T&D sobre o possível uso da subsidiária local, Helibras, como plataforma de exportação do modelo EC-725 e serviços, Bertling afirmou que este é o objetivo, não apenas para a América do Sul, mas também para outras regiões do globo, mencionando o continente africano.

Acerca da parceria com a Odebrecht, Louis Gallois revelou que o acordo envolve sistemas de vigilância de fronteiras. Em entrevista específica concedida a jornalistas brasileiros, Stefan Zoller, chefe da EADS D&S, afirmou que o interesse de sua divisão pelo mercado brasileiro abrange sistemas de comunicações e de controle para infraestrutura e grandes eventos (mencionou a Copa do Mundo em 2014 e as Olímpiadas de 2016), sistemas de vigilância, programas de modernização das três Forças, entre outros. Questionado sobre o porquê da opção pela Odebrecht, Zoller destacou que não existe no Brasil uma grande empresa de defesa, lembrando também que a Odebrecht já está envolvida com os submarinos, em parceria com a companhia francesa DCNS. O executivo da EADS fez questão de frisar o interesse da EADS D&S em transferir tecnologia e incluir o país sul-americano no processo de consolidação do grupo, que antes era nacional (antes de sua criação), hoje europeu e no futuro ambiciona ser global.

O debut do A400M

Em termos de demonstrações aéreas, a atração maior foi a primeira exibição pública (estática e em voo) do avião de transporte militar A400M, desenvolvido pela Airbus Military. O debut da aeronave atraiu muita atenção dos presentes, envolvendo ângulos com inclinação de aproximadamente 100 graus. A propósito do desenvolvimento do modelo, envolto em problemas de gastos acima do planejado, as notícias que circularam durante a feira é que um acordo entre os países parceiros do programa deve ser alcançado no verão europeu deste ano. O número de aeronaves encomendadas, 180 no total, deverá ser reduzido.

Os caças Eurofighter e Gripen C/D também fizeram belas demonstrações, assim como os helicópteros Tiger (este com sua admirável manobrabilidade) e NH-90. Na quinta-feira (10) pela tarde, a Força Aérea Alemã (Luftwaffe) realizou impressionantes demonstrações envolvendo diversas aeronaves, como caças Eurofighter, F-4 Phantom e Tornado. Uma das apresentações simulou a retirada de pessoal de uma área em conflito, operação que envolveu um avião de transporte militar C-160 Transall com forças especiais, helicópteros UH-1H Bell e aeronaves Tornado.

http://www.tecnodefesa.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1513:show-aereo-na-alemanha-ila-2010&catid=36:materias&Itemid=54

1910 – O PRIMEIRO VOO DO BRASIL

’1910 – O PRIMEIRO VOO DO BRASIL”: CEM ANOS DEPOIS, OSASCO REVIVE O PRIMEIRO VOO DA AMÉRICA DO SUL


Exposição de fotos, livros e homenagens relembram façanha de Dimitri Sensaud de Lavaud, pioneiro da aviação




Às 5h50 do dia 7 de janeiro de 1910, um barulho de motor se ouvia nas proximidades do chalé Bricola, em Osasco – então vila do município de São Paulo. Alguns instantes depois, aconteceria o primeiro voo de um avião na América do Sul, que percorreu 103 metros de distância – a uma altura que variava de 2 a 4 metros – em 6 segundos. A bordo da máquina, batizada de São Paulo, o aviador e inventor Dimitri Sensaud de Lavaud (1882-1947). No dia seguinte, a história foi contada pelo Estado, sem economia de adjetivos, e a foto do aviador ficou exposta na vitrine da sede do jornal.

Um século se passou e Osasco prepara uma série de comemorações para relembrar o episódio. Às 16h de hoje, no museu municipal que fica no próprio chalé Bricola (Avenida dos Autonomistas, 4.001, Jardim Alvorada; tel.: 3654-3108) e leva o nome do aviador, será aberta uma exposição com 24 fotos que ilustram a carreira de Lavaud. A mostra vai até 26 de fevereiro, com entrada grátis.

A escritora osasquense Susana Alexandria finaliza, em parceria com o jornalista Salvador Nogueira, o livro 1910: o Primeiro Voo do Brasil (título ainda provisório), a ser lançado pela editora Aleph. A obra deve estar à venda a partir de abril. “Durante minha infância, morava ao lado do chalé Bricola. Sempre tive uma ligação emocional com o lugar, um fascínio pela casa e sua história”, conta Susana. “Desde 2006, estamos pesquisando para escrever o livro.”

Os planos da escritora não param por aí. Com o propósito de, segundo ela, “divulgar essa história para além de Osasco”, ela organiza, ainda para este ano, uma exposição itinerante e um documentário em vídeo relatando a façanha.

1910: o Primeiro Voo do Brasil não será o único livro a narrar o feito de Lavaud. Recentemente, o pesquisador francês Alain Cerf lançou, pela editora Editions du Palmier, a biografia Dimitri Sensaud de Lavaud, un ingénieur extraordinaire. “Por enquanto, o livro está disponível apenas em francês. Mas poderia, espero eu, ser traduzido para o português”, diz Cerf, que descobriu por acaso a história de Lavaud e, fascinado, pesquisou ao longo de cinco anos para produzir o livro, tendo vindo diversas vezes para Osasco.

A Câmara Municipal de Osasco também deve homenagear o ilustre inventor, em sessão solene marcada para o dia 8 de abril. “É um fato para colocar nossa cidade no cenário internacional”, vislumbra o vereador Sebastião Bognar (PSDB), que promete propor, na primeira sessão ordinária do ano, em fevereiro, que os poderes do município adotem, em seus documentos, um timbre com os dizeres: Ano do Centenário do Primeiro Voo na América do Sul.

Bognar sugere que a efeméride seja lembrada por outros órgãos como os Correios – que poderiam criar um selo comemorativo – e a Telefônica – que poderia criar cartão alusivo ao tema. Ele também pretende convidar a Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira (FAB), para se apresentar na cidade.

BIOGRAFIA

Lavaud nasceu na Espanha, em 1882, filho do casamento de um francês com uma russa. Antes de se mudar para o Brasil, viveu na Suíça, Turquia e Grécia. Em Osasco desde 1898, a família Lavaud se instalou no chalé Bricola, construído menos de uma década antes pelo banqueiro Giovanni Bricola, no alto de um morro em uma área então distante do centro urbano. Seu pai comprou uma olaria e, em seguida, tornou-se sócio de indústrias de cerâmica da região.

Ainda adolescente, Lavaud já se dedicava a ler livros técnicos, construir barcos a vela e a jogar xadrez. Aos 26 anos, iniciou os projetos e cálculos para a realização de seu sonho: projetar e construir um avião. O aeroplano São Paulo, cujo esqueleto media 10,2 metros de comprimento por 10 metros de largura, ficou pronto em fins de 1909, e todas as suas peças foram feitas no Brasil.

“Ele era nosso Thomas Edison, um homem fantástico”, compara o engenheiro civil Pierre Arthur Camps, citando o célebre inventor norte-americano. Camps, cujo avô era irmão da sogra de Lavaud, sempre foi um admirador da história do aviador. Em 2007, construiu uma réplica do São Paulo, doada ao Museu Asas de Um Sonho, mantido pela companhia aérea TAM na cidade de São Carlos, interior do Estado. “Levei um ano para construir o avião, com base em desenhos da época”, recorda-se. “Precisei reprojetá-lo.”

A carreira de Lavaud não se encerrou com o histórico voo. Acredita-se que ele tenha registrado cerca de 1,2 mil patentes diferentes, em vários países. Entre seus inventos, estão peças até hoje utilizadas pela indústria automobilística e aeronáutica, como tipos de chassis, freios, câmbios e hélices.

Em 1916, trocou o Brasil pelo Canadá. Na década de 20, mudou-se para a França – onde se estabeleceu até a sua morte, em 1947. Durante a Segunda Guerra Mundial, chegou a ser preso, a mando dos alemães, para que contribuísse com conhecimento tecnológico. A embaixada brasileira na França atuou por sua libertação.

“Infelizmente, não cheguei a conviver com ele. Mas minha família sempre lembrava de sua história com orgulho, afinal foi um grande inventor”, afirma a única de suas netas ainda viva, Martine Ryser de Souza e Silva, de 63 anos.


>> O ESTADO DE SÃO PAULO – por Edison Veiga

Privatização à vista


Desde 2004 demanda de passageiros cresceu 80% sem qualquer aumento da infraestrutura


Antonio Machado
Foi de jeito acanhado, sem a fanfarra que acompanha as decisões do governo, que o presidente Lula assinou esta semana decreto que libera a construção e operação em regime de concessão do primeiro aeroporto privado do país. Fica em Natal, Rio Grande do Norte.

O anúncio foi discreto, sugerindo irrelevância e decisão isolada, mas ela equivale à abertura dos portos durante o período colonial.

De modo ainda mais discreto, “fontes” não identificadas vazaram à imprensa que Lula aguarda do ministro da Defesa, Nelson Jobim, os elementos técnicos para instruir a decisão de aprovar a concessão de um novo aeroporto em São Paulo, quiçá a ampliação de Guarulhos.

A cidade já conta com área próxima à região metropolitana para um aeroporto privado, com projeto da Camargo Corrêa, e do plano para o terceiro terminal e terceira pista no de Guarulhos – o maior em tráfego do país e totalmente saturado, situação que se repete nos aeroportos de Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, e por ai vai.

Abriu-se uma janela para a entrada de capitais privados numa das atividades de infraestrutura mais críticas para o desenvolvimento, e, ao mesmo tempo, mais deterioradas e inseguras para todos os que dela dependem, devido ao tráfego crescente de passageiros e carga não acompanhado de investimentos em ampliação e logística.

O sinal é que, depois das eleições, quando a palavra privatização recuperar o seu sentido original, perdendo a conotação maldita que PT e Lula lhe atribuem no contexto do embate político com o PSDB, a porta será aberta aos capitais privados. Não será sem tempo.

Desde 2005 o único aumento significativo de capacidade de tráfego em um aeroporto ocorreu com o pequeno e esgotado Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Dos 15 principais aeroportos, nove operam acima de sua capacidade, segundo dados da Infraero, a empresa estatal que cuida da administração aeroportuária, e da ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, o órgão que regula as empresas e a logística.

Em meio à burocracia também se acomoda a Aeronáutica, responsável pelo controle do tráfego aéreo, e até os últimos grandes acidentes no país – com um Boeing da Gol, em setembro de 2006, e um Airbus da TAM, em julho de 2007 -, envolvida no pandemônio criado pelos controladores de vôo por razões salariais, de hierarquia, excesso de trabalho e receios quanto à desmilitarização da atividade.

Problemas complexos demais para um governo enredado em muito mais prioridades do que é capaz de processar. Com boa parte do dinheiro dos investimentos comprometida em grandes projetos. Distraído pelo debate entre mais ou menos Estado na infraestrutura. E confundido pelo lobby sindical da Infraero, contrário a qualquer solução que diminua a influência da estatal. É esse nó que começa a desatar.

Alertas desprezados

O que será da Infraero levará ainda algum tempo para resolver. O certo é que já não se tratam com desprezo alertas como os da FAB, que em 2004 preveniu o governo sobre o colapso da infraestrutura aeroportuária pela falta de investimentos.

Em 2006, uma auditoria do Tribunal de Contas da União concluiu que “falta de planejamento e insuficiência de recursos são as principais causas dos atrasos e cancelamentos de vôos”.

De lá para cá a demanda de passageiros deu um salto de 80%. E os aeroportos? Continuaram no mesmo tamanho.

Solução burra da ANAC

Para encobrir esse quadro caótico, a ANAC veio com um arremedo de solução: reduziu o número de vôos nos aeroportos mais afogados.

Na prática, tolheu as pessoas em seu direiro de ir e vir do jeito que quiser – e cada vez é mais de avião que se quer, graças ao aumento da renda e do emprego, a popularização e as facilidades do crédito e o crescimento da frota das empresas.

É medida capenga, para não dizer burra, cortar vôos para desafogar aeroportos. Não dá mais, como relata um empresário do setor, para Lula achar que o problema seria menor, porque poucas pessoas usariam avião.

Capacidade esgotada

A capacidade máxima nos 15 maiores aeroportos é de 9,5 milhões de passageiros/mês. Equivale a 5% da população. Mas a demanda deverá crescer muito mais com a expansão da economia, a ascensão da nova classe média e os eventos da Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016.

Na média, os aeroportos operam a 36% acima da capacidade, sem que a Infraero dê conta da situação. A projeção para 2014, de expandir a capacidade em mais 5 milhões de passageiros/mês a um custo de R$ 6 bilhões, envelheceu.

É preciso mais. O governo já reconhece que a solução é a parceria com o setor privado. Agora vai. Espera-se.

Dilma amplia a visão

O problema aéreo não é só de respeito do governo com o conforto e a segurança dos passageiros. Virou questão econômica.

Sem que seja superado o atraso dos transportes, em que a miséria dos aeroportos faz companhia à de portos, ferrovias e rodovias, o país vai parar, como sai da tomada quando falta energia, hoje, um risco mitigado.

Falta de financiamento é o menor dos problema. Regulação adequada resolve a situação, se houver clareza sobre a limitação do Estado.

A então ministra Dilma Rousseff por bom tempo viveu dividida entre a sua visão de Estado dirigista e o pragmatismo de resultados do presidente. A campanha está a lhe mostrar que há mais cores entre o branco e preto das ideologias, como o exercicio do poder mostrou a Lula. A têndencia é que muitos impasses comecem a se desfazer.

http://abandonemicrosoft.net/consulcorp/2010/06/14/lula-sinaliza-que-solucao-do-caos-dos-aeroportos-tera-a-ajuda-de-empresas-e-capitais-privados/

SBRB - VOLTA DOS VÔOS INTERNACIONAIS

Aeroporto de Rio Branco já pode voltar a operar vôos internacionais

11/06/2010



O Aeroporto de Rio Branco – Plácido de Castro, no Acre, está novamente autorizado a operar vôos internacionais de passageiros e cargas, pelo menos até o dia 26 de julho. Estão permitidos pousos e decolagens de rotas internacionais – inclusive com aeronaves de grande porte – de segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 11h30. A permissão provisória foi dada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a pedido da Infraero – administradora do aeroporto – e publicada ontem (10 de junho) no Diário Oficial da União. Com isso, as companhias aéreas já podem enviar pedidos de vôos internacionais regulares para a análise da Agência.

A reabertura dos vôos internacionais em Rio Branco foi possível após os pareceres favoráveis dos órgãos de controle de fronteira: Departamento da Polícia Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Além disso, também a Receita Federal do Brasil trabalhará no aeroporto neste período, conforme exigências da legislação para a operação internacional.

Atendendo a uma solicitação da própria Infraero, desde o dia 17 de março de 2009 o tráfego internacional estava proibido no Aeroporto de Rio Branco, até que fossem atendidos todos os requisitos da legislação, inclusive de segurança. Para que seja mantida a permissão após o dia 26 de julho, será preciso que a Infraero encaminhe nova solicitação para a avaliação da ANAC, inclusive para o caso de ampliação do horário autorizado.

Assessoria de Imprensa da ANAC
jornalismo@anac.gov.br

SBGR - OBRAS

Tem início readequação do canteiro de obras do Aeroporto de Guarulhos

11/06/2010

A adequação do canteiro de obras e a instalação de uma área de apoio para a gestão dos trabalhos já estão em fase final no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos - Governador André Franco Montoro. As obras contemplam a construção de uma pista de saída rápida, denominada PR-FF; a revitalização de um trecho de 1.060 metros da pista de maior extensão de pouso e decolagem (3,7 mil metros) e o prolongamento da pista de taxiamento PR-B. Esses serviços vão proporcionar maior fluidez nas operações de pouso e decolagem do aeroporto. A obra está orçada em R$ 43,7 milhões e será executada pelo Departamento de Engenharia e Construção no período de 13 meses.

O chefe do Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército Brasileiro, general Ítalo Fortes Avena, visitou nesta quarta-feira (9/6), o canteiro das obras. Durante a visita, foi apresentado o escopo das ações empreendidas pela Infraero na realização das obras, que foram retomadas no último dia 13/5.

Alguns equipamentos, como escavadeiras de disco e caminhões prancha, já estão alocados no canteiro de obras do Aeroporto de Guarulhos. No plano de trabalho, as equipes da Infraero e do Exército definiram que as obras serão realizadas em dois turnos.

Além do chefe do DEC, participou da visita o general Jorge Ernesto Pinto Fraxe. Juntos, eles percorreram o sistema de pistas do aeroporto e foram até o local onde uma equipe do Exército já iniciou os trabalhos relativos ao levantamento topográfico da pista de taxiamento PR-B e da futura pista de saída rápida PR-FF. De acordo com a avaliação do general Avena , o programa de trabalho estabelecido pelas equipes das duas instituições está muito bem delineado. ”Foi muito oportuna essa visita técnica. Estamos bem preparados para iniciar os trabalhos em Guarulhos”, finalizou.

Assessoria de Imprensa – Infraero
imprensa@infraero.gov.br

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PROJETO F-X2



jun14

O caça Gripen NG que está sendo oferecido para FAB no programa F-X2. (Foto: Gripen International)

“Atualmente, poucas nações têm a capacidade de projetar, desenvolver e fabricar um caça supersônico. A Suécia é uma delas. O Brasil poderá ser a outra. Agora existe uma oportunidade única para que o Brasil se torne um parceiro no programa de desenvolvimento do Gripen NG. Isso assegurará ao país acesso a todos os níveis de tecnologias-chave, proporcionando autonomia nacional para a operação e o desenvolvimento de futuros projetos de caças supersônicos. Uma decisão a favor do Gripen NG é uma decisão que envolve parceria e independência para futuras gerações do poder aéreo e para o desenvolvimento industrial aeroespacial, gerando milhares de empregos sustentáveis para o Brasil”.

O anúncio acima vem sendo publicado na mídia pela empresa sueca Saab, fabricante do caça supersônico Gripen NG, que disputa com o Rafale-C, da francesa Dassaul, e o F-18 E/F, da Boeing, uma concorrência de US$ 10 bilhões para aquisição de 36 aviões pela Força aérea Brasileira (FAB). O fato de a Saab estar ocupando a mídia e abordando a ampla transferência de tecnologia dá uma ideia do angu de caroço que o assunto virou.

A compra dos caças, essenciais para a modernização da FAB, vem sendo discutida desde o final do último mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. O abacaxi ficou com Lula que, em setembro passado, manifestou preferência pelo francês Rafale, durante visita do presidente da França, Nicolas Sarkozy, ao Brasil.

Os Rafale são os mais caros, mas estão envolvidos num pacote maior, incluindo submarinos e helicópteros franceses. A Boeing tem limitações para transferir tecnologia, que é o que verdadeiramente interessa ao país. E o Gripen, por enquanto, é apenas um projeto em estado avançado. Nunca foi testado em ação de combate. Mas é o que oferece maior transferência de tecnologia – e a FAB gostou.

Depois do afago ao Rafale e a divulgação de que a FAB prefere o Gripen, Lula adotou uma postura de cautela e pediu um relatório ao ministro da Defesa, Nelson Jobim. O Ministério da Defesa informa que o relatório não está pronto e nem há prazo para Jobim entregá-lo. Ou seja, possivelmente a decisão ficará para o próximo presidente da República.

O mundo mudou

O problema é que, neste intervalo, o mundo mudou – e o Brasil mudou com ele. A posição brasileira de apoio ao Irã na questão nuclear isolou o país dentro da Organização das Nações Unidas (ONU). E este fator poderá ser decisivo na escolha dos caças.

Os EUA lideraram as nações desenvolvidas nas sanções contra o Irã, assumindo posição oposta a do Brasil. Pode ser que isso afaste a Boeing da disputa, por dois motivos: retaliação do Brasil aos americanos; e desconfiança dos próprios americanos em relação ao Brasil. O Congresso dos EUA pode barrar definitivamente a transferência de tecnologia dos caças ao país.

Conselho de Segurança

A França alinhou-se aos EUA na questão iraniana. O afago do Brasil ao Rafale tinha, como contrapartida, a defesa, por parte de Sarkozy, à entrada definitiva do país no Conselho de Segurança da ONU. Ficará quase impossivel para Sarkozy fazer isso agora. Então, parece que o único que passou incólume pelas mudanças foi o sueco Gripen, o mais barato e favorito dos militares brasileiros.

Decisão política

A decisão da compra dos caças é eminentemente política, e não técnica. O fracasso do Brasil na questão iraniana, a desconfiança das grandes potências em relação ao país e o isolamento nacional na ONU certamente influenciarão na escolha, seja neste ou no outro governo. Pelo bem do país, essa novela tem que terminar logo. A Saab parece saber disto.

Fonte: O Estado de Minas – Paulo Paiva


ATUALIZAÇÃO DE NOTAM



SBCT E1438/2010 NOTAMN
Q) SBCW/QFFCG/IV/NBO/A /000/999/
A) SBJV - JOINVILLE/LAURO CARNEIRO DE LOYOLA, SC
B) 13/06/10 12:14 C) 14/06/10 12:00
E) SER COMBATE INCENDIO/SALVAMENTO REDUZIDO A CAT 5)
DT EXPED : 13/06/10 12:14:00
STATUS : IN FORCE
ORIGEM : SBCTZXBN

SBCT E1439/2010 NOTAMC - SBCT E1437/2010
Q) SBCW/QNMAK////000/999/
A) SBJV - JOINVILLE/LAURO CARNEIRO DE LOYOLA, SC
B) 13/06/10 12:15
E) VOR/DME JNV 115.10MHZ/CH98X OPR NML)
DT EXPED : 13/06/10 12:15:00
STATUS : CANCELED
ORIGEM : SBCTZXBN

NOTAM EM VIGOR EM 14 JUN 10

SBCT E1434/2010 NOTAMN
Q) SBCW/QRTCA/IV/BO /W /000/080/2044S04354W005
A) SBCW - /FIR CURITIBA,
B) 14/06/10 11:00 C) 14/06/10 14:00
E) AREA RTO TEMPO ACT CENTRO COORD 204335S/0435400W RAIO 05NM
F) GND G) FL080)
DT EXPED : 11/06/10 22:38:00
STATUS : IN FORCE
ORIGEM : E0163/CGN/110610

SBRF B0700/2010 NOTAMN
Q) SBRE/QPIXX///A /000/999/
A) SBNT - NATAL/INTERNACIONAL AUGUSTO SEVERO, RN
B) 14/06/10 09:00 C) 16/06/10 21:00
D) DLY 0900/2100
E) IAC RADAR RWY 30 (13 APR 06) SUSPENSA,
IAC RNAV (GNSS) RWY 12 (10 APR 08) SUSPENSA, IAC RNAV (GNSS) RWY 30
(10 APR 08) SUSPENSA, IAC RNAV (GNSS) RWY 34R (10 APR 08) APCH PELO
WPT NT371 SUSPENSA, IAC RNAV (GNSS) RWY 34L (10 APR 08) APCH PELO
WPT NT383 SUSPENSA)
DT EXPED : 26/05/10 17:41:00
STATUS : IN FORCE
ORIGEM : SBRFZXBN

SBRF B0720/2010 NOTAMR - SBRF B0699/2010
Q) SBRE/QRRCA/IV/BO /W /000/999/0555S03504W012
A) SBXT - /NATAL/TMA,
SBRE - /FIR RECIFE,
B) 14/06/10 09:00 C) 16/06/10 21:00
D) DLY 0900/2100
E) AREA RTO SBR-215 (BARREIRA) ACT
F) GND/MSL G) UNL)
DT EXPED : 31/05/10 12:38:00
STATUS : IN FORCE
ORIGEM : SBRFZXBN

SBRF B0733/2010 NOTAMN
Q) SBRE/QICAS/I /NBO/A /000/999/
A) SBFZ - FORTALEZA/INTL PINTO MARTINS, CE
B) 14/06/10 10:00 C) 14/06/10 14:00
E) ILS IFZ RWY 13 U/S)
DT EXPED : 02/06/10 20:57:00
STATUS : IN FORCE
ORIGEM : SBRFZXBN

SBSP D0971/2010 NOTAMN
Q) SBCW/QNBAS/IV/BO /AE/000/999/
A) SBGL - RIO DE JANEIRO/INTL GALEAO-ANTONIO CARLOS JOBIM, RJ
B) 14/06/10 11:00 C) 02/07/10 18:00
D) MON TIL FRI 1100/1800
E) NDB YLA 330KHZ U/S)
DT EXPED : 25/05/10 17:38:00
STATUS : IN FORCE
ORIGEM : SBSPZXBN

domingo, 13 de junho de 2010

Noar voando para Caruaru

Noar começa a operar nesta segunda com voos para Caruaru

Publicado em 13.06.2010, às 17h12

Do JC Online

A nova empresa áerea brasileira, Noar Linhas Aéreas, começa a operar nesta segunda-feira (14). Ao todo, serão quatro voos diários para Maceió, dois para Aracaju e um para Caruaru.

As passagens custarão a partir de R$ 67,90 para Caruaru, de R$ 99,90 para Maceió e de R$ 219,90 para Aracaju. O objetivo da empresa é transportar 140 mil pessoas até dezembro.

As viagens serão feitas com uma aeronave de fabricação tcheca, o modelo L-410, um bimotor turbo-hélice que tem capacidade para transportar até 20 passageiros. Segundo o presidente da Noar, Vicente Jorge, o avião tem um custo operacional abaixo dos concorrentes o que implicará em passagens mais baratas.

Outro modelo utilizado pela companhia será o do LET 40, que tem uma cabine mais larga e alta, poltronas distribuídas em fileiras de um e dois assentos em couro com janelas que permitem ao passageiro a visão panorâmica do voo.

http://jc.uol.com.br/canal/jc-interior/noticia/2010/06/13/noar-comeca-a-operar-nesta-segunda-com-voos-para-caruaru-225186.php

Venezuela - Novos Caças


jun
14

A Venezuela será o primeiro cliente de exportação do caça Super Flanker fabricado pela Sukhoi.

A Venezuela negociou a aquisição de 24 novos caças de combate Sukhoi Su-35 Super Flanker, na versão de exportação, segundo informou a publicação Janes Defence Weekly, citando o Centro para Análises de Estratégias e Topologias, de Moscou.

A compra “foi confirmada recentemente (abril 2010), durante uma visita a Venezuela do primeiro ministro russo Vladimir Putin”, confirmou a fonte. A compra dessas novas aeronaves, quando concretizada, será a primeira exportação da moderna aeronave de combate russa na versão Super Flanker, e está avaliada em cerca de US$ 2,4 bilhões.

Por último, o presidente da United Aircraft Corporation, Alexei Fedorov, anunciou ao diário PBk Daily, sobre o pedido da Venezuela de aeronaves de transporte Ilyushin Il-476.

http://cavok.com.br/blog/?p=12914



ATUALIZAÇÃO DE NOTAM


SBCT E1438/2010 NOTAMN
Q) SBCW/QFFCG/IV/NBO/A /000/999/
A) SBJV - JOINVILLE/LAURO CARNEIRO DE LOYOLA, SC
B) 13/06/10 12:14 C) 14/06/10 12:00
E) SER COMBATE INCENDIO/SALVAMENTO REDUZIDO A CAT 5)
DT EXPED : 13/06/10 12:14:00
STATUS : IN FORCE
ORIGEM : SBCTZXBN

_________________________________________________________________________________________

SBCT E1439/2010 NOTAMC - SBCT E1437/2010
Q) SBCW/QNMAK////000/999/
A) SBJV - JOINVILLE/LAURO CARNEIRO DE LOYOLA, SC
B) 13/06/10 12:15
E) VOR/DME JNV 115.10MHZ/CH98X OPR NML)
DT EXPED : 13/06/10 12:15:00
STATUS : CANCELED
ORIGEM : SBCTZXBN



NOVIDADE: AIR BAGS EM AVIÕES


Cathay e Air France/KLM introduz airbags


A Cathay Pacific Airways e a Air France KLM começaram a introduzir airbags acoplados aos cintos de segurança nos assentos da classe econômica, no momento em que as autoridades estão apertando as regras de segurança para reduzir mortes em acidentes de avião.

Todas as aeronaves construídas nos Estados Unidos, desde outubro, devem obedecer os padrões designados para manter o passageiro consciente após um impacto que envolva uma desaceleração de 16 vezes a força da gravidade.

Assim, ele poderia escapar a qualquer subsequente incêndio, informou a Bloomberg.